Santa Margarida Maria Alacoque

“Quero que me sirvas de instrumento para atrair corações a meu amor”. (Jesus à Santa Margarida Maria)


Nasceu a 22 de julho de 1647, na França. É a quinta filha do tabelião rela Cláudio Alacoque e de sua esposa Filiberta Lamyn.

Santa Margarida Maria viveu uma infância sofrida; desde pequena tinha horror ao pecado e, sem saber ao certo o que dizia, fez voto de castidade: “Meu Deus, eu vos consagro a minha pureza, e vos faço voto de perpétua castidade”. De acordo com sua autobiografia, ela disse essas palavras uma vez na santa missa, que ouvia ordinariamente com os joelhos nus sobre o chão, por mais frio que fizesse.

Existia em seu coração uma vontade grande de imitar em tudo as irmãs que se dedicavam à vida religiosa; considerava-as santas e pensava que também haveria de o ser, se fosse como elas. “Senti tão grande desejo de santidade que não suspirava por outra coisa”.

Enfrentou perseguições, mas, em 20 de junho de 1671, conseguiu entrar para o convento de Paray-le-Monial. Em 25 de agosto do mesmo ano, começou o postulantado, o tempo de preparação à vida religiosa. Em 6 de novembro de 1672, professou os votos, tornando-se consagrada.

Foi uma freira simples, humilde, após seus votos nunca saiu do convento e morreu antes de completar 45 anos. “Mas entre todos os promotores desta excelsa devoção, Santa Margarida Maria Alacoque merece um lugar especial, pois, com a ajuda do seu diretor espiritual, Pe. Cláudio de la Colombiére e com seu zelo ardente, conseguiu, não sem a admiração dos fiéis, que o culto ao Sagrado Coração de Jesus adquirisse grande desenvolvimento e, revestido das características do amor e da reparação, se distinguisse das demais formas da piedade cristã”, escreve Papa Pio XII na Carta Encíclica Hauruetis Aquas.

– Na maioria das vezes o Coração de Jesus se manifestou à santa como sol ou fornalha. Em um dia em que ela adorava o Santíssimo Sacramento:

“Eis este Coração que tanto amou os homens… por isso te peço que a primeira sexta-feira depois da oitava do Corpo de Deus seja dedicada a uma festa especial para honrar meu Coração, comungando nesse dia”.

Nascia aí a prática das primeiras sextas-feiras de cada mês. Essa festa, celebrada anualmente, foi instituída em 1856 sob o pontificado do Papa Pio IX.

– Em uma comunicação mais pessoal:

“Foi aqui que Eu sofri mais do que em tida a minha Paixão, vendo-Me um abandono total do céu e da terra, carregado com os pecados de todos os homens”.

Foi assim que Jesus pediu a Santa Margarida Maria para acompanha-Lo durante uma hora todas as quintas-feiras, surgindo, assim, a Hora Santa.

Margarida Maria foi a primeira propagadora da devoção ao Coração Amoroso e Misericordioso de Jesus. “(…) conheceu esse mistério admirável, o estupendo mistério do amor divino”, palavras do Papa João Paulo II, quando esteve em peregrinação a Paray-le-Monial, em outubro de 1986.

No último período de sua vida, Santa Margarida Maria pode ver a devoção ser divulgada e praticada, sobretudo, pelas noviças, por quem era responsável no convento. Ela conta em sua Autobiografia, que chegando próximo da primeira sexta-feira, pediu que elas oferecessem todos os benefícios ao Sagrado Coração. Assim, levantaram um pequeno altar com uma imagem de papel. Ela morreu em 17 de outubro de 1690. Foi beatificada em 18 de setembro de 1864 e canonizada em 13 de maio de 1920, pelo Papa Bento XV.

Aqueles que desejam aprofundar sua devoção a este Coração, com todo amor, Margarida Maria aconselhou confiar sua vida por meio da Oração de Consagração.